Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Não sou rebelde

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Não sou rebelde,
pois esse morre cedo.
Falo verdade,
Mas não revelo o segredo.
Ganhei medo.
Sou agora um covarde,
Mas existo no presente,
Sempre pronto a transmitir,
apenas a quem quer ouvir.
Qualquer outro não entende,
pois do agora está ausente,
e preso na mente,
vive a sonhar,
sem saber realmente,
que está cá para amar.
Assim sou covarde,
e até á hipocrisia, mostro amor,
ela é produto da sociedade,
Escondem tanto o seu eu verdadeiro,
que ele se torna prisioneiro!
Escondem-se por detrás de estatuto,
rebentam quando aparece o ser astuto!
Vivemos a ilusão que criamos,
E continuarei covarde,
Pois, não está perfeita esta realidade?
Não posso viver nesta verdade,
tudo demasiado transformado,
tudo demasiado destruído,
despreocupação pela origem,
desconfiança no político,
confiança na marca e no produto.
É esta a nossa viagem?
Apelo ao sentido crítico!
Procura a origem de qualquer fruto,
não te deixes enganar,
tens o direito de questionar,
O direito de saber,
muito andam a esconder!
E afinal, não sou o único covarde,
muitos escondem a verdade,
produto da manipulação,
chamam, governação.
Mas esconder da população!
Não haver informação!
Não se fazer referendo!
Manter o assunto na ignorância,
e assim o povo não deu importância!
Já ninguém quer ser rebelde,
a vida sacrificar?!
Para quê na realidade?
Voltará o governar,
E os erros continuarão.
Luta sem armas demora,
mas um dia de cada vez,
dias contados tem esta ilusão,
que há milénios que o humano a fez,
e para se ver livre dela,
tem primeiro que a aceitar.
Só depois a janela,
para o erro corrigir.
Pensa no agora.

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