Omninvi :: Invii demanda sapientia

Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Internado compulsivamente! Porquê?!

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Apenas eu posso realmente ajuizar os meus actos. Mas a sociedade assim não pode estar construída. Quem é dono da verdade! Que seria da sociedade sem as regras!
E dentro dessas regras eu passei os limites aceitáveis, o meu comportamento alterou-se em função da minha verdade, e segundo a minha verdade a minha vida não faz sentido se a família não existir, na rejeição familiar tentei o suicídio aos olhos da minha mãe.
Esse foi o meu limite na família, mas não foi momento único onde a minha vida correu risco, estive mais de meia hora numa rua, sentado na linha continua a testar quem tinha cuidado com a vida humana e claro como eu brinquei ao limite também houve quem brincasse do outro lado!
Não culpo a família nem a sociedade por não me entenderem e às vezes por me tratarem mal.
Todos os limites ultrapassados apenas me dizem respeito a mim pessoalmente e ninguém devia ter a ousadia de me julgar, tenho todo o direito de ter a minha opinião e a minha vida, mas claro que uma coisa é ter opinião outra coisa é prática-la. E foi as minhas práticas que me levaram a um hospital psiquiátrico.
Não fiz mal a ninguém fisicamente, mas consegui mexer com o pensamento de muitos que me rodeiam. O facto de estar desempregado deu para eu começar a agir e para começar é preciso ser do início, então batizei-me a mim próprio como Philo Philos Pachem, que significa amigo dos amigos da Paz, renúnciando o mal e a igreja e comecei a minha missão. 
Por uns fui comparado a São Francisco, por outros considerado um louco e foi o medo de outros que levou um juiz sem me conhecer a assinar um mandato em meu nome.
No fim quem me rodeia ficou esclarecido que foi só uma fase louca da minha pessoa, eu perdi a consciência pela primeira vez e para o juiz foi só mais uma assinatura, para os agentes foi só mais um para levar para psiquiatria. O que mais lamento ainda foi o sofrimento de mãe, eu ainda não aceitei esta rejeição social pois eu sou um homem de paz, que só saiu prejudicado por praticar o bem.
Não conseguiram provas de doença alguma apenas conseguiram que eu adormecesse e deixasse de ter vontade de lutar por um mundo melhor.
Aos poucos voltarei a ser eu, Philo Philos Pachem.
Espero que tenha matado a curiosidade de quem anda a acompanhar o blog.
Saudações jovias e Paz  

Philo Philos Pachem