Omninvi :: Invii demanda sapientia

Um doidivanas mostra o seu saber por intermédio das palavras e um pouco da imagem. Poemas, opiniões, revisões. Uma mistura de sociedade e tecnologia. Com temáticas conforme me vou lembrando de escrever.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A depressão e os medicamentos

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Ao ler a crónica que a psicanalista Maria Rita Kehl escreveu, prova bem o que os anti-depressivos não são solução. Ela confronta o livro "Eu tomo antidepressivo, graças a Deus!", lançado pela editora Record da autoria da jornalista Cátia Moraes como um objecto de propaganda médica, sendo ou não intenção da autora de o fazer, pois pelo que entendi fê-lo consciente ou inconscientemente.

Como já escrevi no meu artigo, Depressão, Suicídio?! - A cura até é simples!, o problema da depressão está meramente no pensamento e com um psicologo iluminado, que consiga entender os motivos que levaram á dita depressão, as suas palavras inteligentes serão suficientes para mudar o pensamento e por consequinte a acção do individuo deprimido, não será num estalar de dedos, tudo leva o seu tempo.

O individuo que tem consciência dos condicionamentos a que está sujeito, depois de conseguir entendê-los e aceitá-los, deixará de ficar deprimido e encontrará o que o ser humano tem de melhor mas que está adormecido na maioria dos seres, Paz interior.

Sem Paz interior o individuo anda meramente perdido no mundo, pois não se conhece, não sabe o que quer e muitas vezes não sabe pensar por ele, o que o leva a andar na onda. 

Andar na onda, leva-o a perder-se ainda mais, pois não está a seguir o seu caminho, está a tentar caminhar no dos outros, e depois confrontado com a realidade aparece o conflito. E a depressão não nada mais do que isso, conflito mental.

O meu internamento compulsivo

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Agora com mais consciência posso contar a minha versão da história pois agora tenho consciência do que aconteceu, mas precisava de acontecer para saber, por isso agradeço a todos os que se preocuparam comigo.O philos, eu com o nome que me batizei, despertou e a mente já não lhe traz problemas, mas a olhar à sua volta só vê dúvidas, conflitos, problemas e lamentações.Então resolve explorar melhor o exterior para entender o que se passa, e conclui que o problema reside na cabeça das pessoas, na mente. O problema é o pensamento.Então philos resolve atacar a mente dos outros com pequenas acções que os faz pensar, sim é disso que a malta precisa, pensar, tomar consciência dos seus actos.Então philos age, e suas acções não são entendidas.Mas philos ainda não tinha consciência das suas acções que mesmo não tendo nada de errado, apenas queria afirmar-se, mostrar as verdades, pois uma mente clara não aceita dúvidas dos outros nem mentiras.
E vieram tocar à porta dos meus pais dois agentes paisana. Mostraram-me os papéis assinados por um juiz, e eu que ia comprar carne para a mama fazer o almoço, acabo por ter de chamar a mama para devolver os 10€ que me tinha dado. Estava a contar só falar mas pelos vistos não era só isso.Depois de devolver o dinheiro à minha mãe fui com os agentes.Aguardamos por um carro policial, queriam que fosse no meio, mas no meio não há cinto e mesmo eles com eles a dizerem que estavam isentos eu disse: vocês sim, mas eu não.E lá fui eu para o hospital para ser avaliado.O ar do hospital é muito rarefeito e explico a um agente o porquê de ir à casa de banho, ele ficou sempre atento não fosse eu fugir.Ainda distribui as revistas e jornais gratuitos pelas pessoas que estavam sentadas. Elas aceitaram e agradeceram algo que podiam elas ter feito.Antes de entrar ainda gozéi com o login da máquina que estava no corredor.Entrei, sempre com a presença de um agente.Brinquei com a palavra Deus, pois sei que não existe, mas até mantenho a dúvida pois ter dúvidas não é mau, ter meias verdades é que sim.Então expliquei a minha brincadeira, dividindo a palavra ficamos com de+eus, então eu dizia de todos porque sou é o meu eu, o eu dele, o seu e o de todos, eus. E brinco com uma frase muito católica: se procuras perdão precisas do perdão de todos (deus), de todos a quem fizeste mal acrescento.No fundo eu apelo ao entendimento mas as palavras não são entendidas e as minhas palavras e ações não são normais ainda fiz rir o agente quando entrou a enfermeira pois assustei-a com um movimento inesperado.Não assinei o termo de responsabilidade e voluntariadade pois não concordei com ele.Se quiser escrever um documento a responsabilizar-se pelo mal que me vão fazer, esse eu assino. Mas isso a psiquiatra não fez.E enquanto esperava pelo carro policial para me levarem para o hospital psiquiátrico removi todas as picas do jardim e o agente a pensar que eu fugia não me deixou lavar as mãos.Quando cheguei ao hospital, fui mal tratado e isso eu condeno. Não me explicaram que injecção me iam dar e usaram a força.Fiquei inconsciente por tempo que não consigo determinar, preso numa sala própria. E quando retoma a consciência ainda muito apagada noto uma queimadura, percebi logo que foi acidental. E lamento terem-me ficado com os apontamentos.E foi assim que perdi dias involuntariamente, pois quem os perde por culpa própria, como com o álcool ou outras drogas tudo bem, mas eu não me esqueci de mim próprio fizeram-me esquecer ou tentaram. Fizeram o que acharam melhor para mim, mas eu que não acho nada apenas os desculpo porque entendo, mas não concordo com o que me fizeram.Para não me trazer problemas fui a tribunal e perguntaram-me se eu aceitei o internamento e eu que me apercebi que não tenho liberdade e estou condicionado limitei-me a aceitar e dizer que sim.Assim saí do estado de compulsivo.Aceitei os medicamentos para os sentir e entendo que pouco ou nada fazem pois a mente trata-se como ela é com palavras. Pois a inteligência é isso o uso do bem pensar da palavra, o pensamento.E o pensamento traz acções. E além do pensamento está o nosso eu, o eu verdadeiro que me tentam bloquear ou até anular e se isso acontecer é mais uma mente senil no mundo, e mais um corpo que eles terão a responsabilidade de alimentar.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Viver em Paz

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Viver sem sofrimento,

é entender o pensamento.

E florescer do interior,

emanando paz para o exterior.

Se usares a tua paz interna,

fisicamente morrerás,

mas a tua paz será eterna,

e estará em todos os que deixaste para trás.

Philos

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O que vai encontrar por aqui

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Aqui encontrará histórias de philos, um humano que entendeu a depressão, entendeu o suicídio, entendeu a sociedade ocidental, os seus condicionalismos e males, mas acima de tudo encontrou-se, entendeu-se e ri, eliminou o sofrimento e trocou-o por entedimento, conhece-se, continua a evoluir  e ao mesmo tempo tenta acordar os outros.
Foi isso que o fez escrever, mesmo sabendo que não é solução, pois a escola acima de todas é a da vida e cada um têm a sua.
Mas como acordar a malta?
Essa é a questão para philos! 
Pois antes de tentar encontrar soluções para os problemas sociais, têm que encontrar uma solução para acordar cada um, mas cada um é cada um e philos sabe que mesmo com a mesma educação e meio social, cada um é cada um, cada um aceita a sua verdade às vezes mesmo sem saber sua origem, e muitos nem querem saber e deixam-se manipular, outros apercebem-se da manipulação mas não sabem o que fazer! Calma a solução existe. 

Manipula ou serás manipulado!

E estamos a chegar a um ponto em que o manipulador já não é só um e seu círculo, como antigamente os reis ou imperadores, trocamos para governos com ideologias. Essas, sempre sem serem cumpridas, essas sujeitas ao erro humano. 
Mas neste ponto já nem assim estamos, grandes organizações estão acima dos governos, até o direito de voto se está a tornar uma hipocrisia. E onde está o problema?

Num único sítio, na mente humana, o pensamento é o problema mas ao mesmo tempo a solução.

É preciso despertar a malta, mas como acordar aquele que foi habituado a não pensar!

Sim o ensino coloca as respostas e o individuo aceita, muitas vezes sem pensar, daí as dúvidas e sai da faculdade com as frases de outros, as idéias de outros e quando quer pensar têm dificuldade, quando o obrigam a pensar vê-se em dificuldade tenta entrar no jogo que lhe ensinaram e não é ele, não é a verdade dele, vai no jogo da dúvida e segue os outros confiando, e na dúvida o philos brinca, pois as dúvidas são para resolver e existem prioridades para a resolução das mesmas, mas existem dúvidas que alteram o comportamento humano e essas vão além do ensino. Passamos então para um outro campo extra educação! A religião.

Sim a religião é o grande problema, pois usa palavras como acreditar, ter fé, esperança, que são palavras única e exclusivamente para criar na mente a ilusão da verdade, se tens dúvidas, tens que ter fé, acreditar e esse tem sido o grande erro da nossa sociedade, é deixar a dúvida ir para a frente, acreditanto que será o caminho correcto.

Mas não se devia agir assim, na dúvida mantem-se a dúvida até ela ficar esclarecida.

Não sabe, dúvide, não tenha fé nem espererança, desconfie, tenha dúvidas.

É tudo o que philos lhe pede, e se o fizer juntos mudaremos o mundo e não á dúvidas, pois depois do individuo se encontrar a verdade é clara como água, e o caminho a seguir será mais natural, mais transparente.

Na fé, na esperança, continuará a dúvida e o caminho será sempre na dúvida.

Como era bom que evoluissemos e deixa-se-mos de ter dúvidas, só assim seguiremos o caminho iluminados.

Philos

Um fim de dia alegre

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Pela disposição das pessoas, o jantar entre amigos foi um sucesso, todos alegremente bem dispostos. Quando sairam um do grupo viu um desconhecido a fumar um xarro, sim cá fora fuma-se e convivia-se.
Inicialmente ele perguntou quem tinha para vender e mostra vinte euros, mas do grupo ninguém quis denunciar o traficante a um desconhecido, era normal.
Mas o seu igoismo mantêm-se a depois de ver ganhou a vontade de fumar um, os amigos já o empurravam para ele sair dali, mas não foi com o uso da força que que a situação ficou resolvida. Um amigo da zona resolveu representar um. O desejo ficou cumprido e agora até estava mais difícil de ir embora pois começaram-se a criar laços, palavras de bom entendimento entre todos.

Depois do bom entendimento entre ganzados da zona e bêbados, um amigo da zona, que era amigo da malta do jantar, juntou-se ao grupo da zona, numa tentativa de desculpar o que não há para desculpar.

Homem de quarentas entra em conflito com o philos de 30, sem se calhar entender porquê, mas philos na sua consciência sabe.

Philos provocou inteligentemente, não consentiu que o homem se rebaixa-se à frase:"eu sou um merdas."

Inicia-se então o confronto de idéias, sim isso o philos adora.Então começa o jogo.
O homem tenta um jogo mental conhecido, a bola de ping-pong branca e quando o homem perguntava ao philos o que era isto? - mostrando o buraco que consegue fazer com a mão e diz: "isto é uma bola de ping-pong branca" -
philos fica-se pela bola de ping-pong, ele tenta prendê-lo à cor branca mas isso para o philos é indiferente, pois o padrão é branco mas existem verdes, laranjas, azuis enfim de outras cores, e se tem as caracteristicas de uma bola de ping-pong, então vamos jogar tenis de mesa independentemente da cor da bola.
O homem como viu que o philos não entrou no jogo muda o texto e canta uma frase do povo, vê que não funciona pois philos farto do uso do conhecimento em vez do pensamento, faz-lo ver que não vai ser com frases feitas que vai conseguir. E ele justifica-se, partilha já outra escola, a da vida e esse confronto termina na verdade de ambos e inteligentemente sem violência.

Mas houve uma grande facada nas costas do philos, pois o homem diz que se a nossa geração (a de 30) tivesse conhecimento das "coisas" como elas estão, então já teria havido uma revolução e bem sangrenta.

E foi ai que philos ficou muito triste, pois o homem não vê que é tão parte do problema como da solução, mas já está a delegar para os outros aquilo que tem que ser feito por nós todos, uma revolução do pensamento, não de guerra.
Mas philos disse-lhe que a revolução vai ser feita assim como se resolveu as questões entre estes grupos diferentes, em paz e compreensão, pois o entendimento é parte da solução.
De guerra está o mundo farto, mas se continuarmos assim ignorantes, não importa o conhecimento intelectual que se tenha a guerra continuará, pois as pessoas acreditam, têm fé e essas palavras só servem para manter viva uma ilusão, algo que não se sabe.
E eu philos do que não sei não falo, e não acredito, sei que se o pensamento das pessoas não muda então de facto virá sangue, e a culpa mais uma vez, estará primeiro na religião e depois no interesse, resumindo em todos nós que nos mantemos a dormir na ignorância.

E o homem depois de me perguntar se philos era dono da verdade, ele respondeu-se que sim, sou dono da minha verdade, e o homem antes de entrar para o café, termina com a frase: "Eu sou um merdas".

E philos apenas sorriu, a entender dois significados da frase.

Philos

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Uma visita socrástica para relembrar

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Vim á Biblioteca Municipal do Porto, e notei bastantes diferenças. As melhorias notam-se, já tenho melhor acesso a um computador para procurar um livro, tenho uma sala de leitura directa, com alguns livros e quatro computadores.
A utilização da maquina implica cartão de utente que por sua vez, requer a BI e um comprovativo de morada, mas o senhor que me atendeu foi simpático, ficou-se só com o BI, como antigamente quanto ia ler um livro para a sala de leitura, numero de BI e assinatura, pois a assinatura ele não pediu, podia ser uma outra pessoa com o meu BI :) confiou, nem sei se olhou bem para a fotografia, sei é que não estaria a escrever estas palavras agora se não fosse ele, teria de as escrever mais tarde.
Mas num espaço tão belo, noto uma preocupação tão grande em preservá-lo, que as janelas já não tem apoio normal, pois no apoio foi acrescentado ferro ou arrame, enfim algo que não permita ás pombas pousarem ali, logo não cagarem ali, logo não danificarem o precioso edificio humano que é a BMMP.
As pessoas esquecem-se que o problema das pombas são as pessoas, a compaixão, a pena do animal que talvez não tenha capacidade para se alimentar sozinho, isto pensam muitos e dão-lhes de comer, alimentando a sua procriação descontrolada.
E lamento que a culpa de tais espetos nas janelas seja nossa, e fico a pensar o que pensaria o arquitecto da altura quanto a esta resolução prática, mas feia.
O acesso á internet aos tempos que correm deixou-me muito a desejar, pois é lento e os monitores já estão fora do padrão, o acesso é justo, uma hora por utente.

E triste saio, de um lugar que já passei muito tempo a ler, e onde hoje me foi permitido escrever.

Lenta ou não a maquina cumpriu a função logo foi perfeito.
A burocracia existe, mas foi ultrapassada com simpatia.

E constacto que não tenho razão para tristeza, só se pensar nas pombas.

Philos